um pouco de mim...


Para uma pessoa que se considera reservada, como eu, o desafio de falar “um pouco de mim” acaba por ser um grande desafio!

Contudo, acredito que, é na forma como enfrentamos os desafios que demonstramos quem verdadeiramente somos. Aproveito esta oportunidade para partilhar “um pouco de mim” para que possam conhecer-me um pouco melhor…

Ultimamente, tenho sido confrontada com várias mensagens que me dizem que o importante é SER FELIZ. E que temos que encontrar formas para encontrar essa FELICIDADE. Mas tenho concluído que esse conceito é muito abrangente e aquilo que é felicidade para mim, pode não ser felicidade para cada um dos que lêem estas palavras. Eu gosto muito de prestar atenção quer a provérbios, quer a frases escritas por pessoas mais inspiradas, pois traduzem de forma muito simplista grandes saberes e mensagens poderosas para aplicarmos às nossas vidas. Contudo, depende de cada um de nós, seleccionar os provérbios e as frases que vão, de facto, inspirar as nossas vidas!

 E não vale a pena pensarmos nas Leis de Murphy (frases pessimistas parecidas com “Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal com toda a certeza!"). Vale a pena, sim, focarmo-nos nas soluções e não nos problemas;

Vale a pena alterar algumas das crenças negativas que habitualmente temos e substituí-las por crenças positivas: por exemplo, dando o benefício da dúvida às pessoas com quem convivemos – nós próprios, podemos não ter interpretado bem as suas palavras; a outra pessoa pode não estar num dos melhores dias, etc, etc,

Acredito que vale a pena relativizar: nada é tão grave se pensarmos que poderia ser pior… e isso ajuda-nos de alguma forma!

Vale a pena aprender com os outros: e por que não, imitar os outros? As crianças desenvolvem-se através da imitação, aprendem por imitação (pelo menos numa parte das suas vidas); por que é que nós, adultos, se gostamos ou apreciamos determinadas atitudes nas pessoas que nos rodeiam, por que não imitamos essas pessoas? Por que não adoptamos as mesmas atitudes e as melhoramos com a nossa própria personalidade?

Um dia alguém me disse que todas as pessoas são inseguras e acabam por encontrar formas de se defenderem para não demonstrarem as suas inseguranças. Vale a pena pensar que, por vezes, as pessoas têm determinadas atitudes para não demonstrarem a sua insegurança - isto não deixa de ser uma forma de relativizar…

Vale a pena pensar que as coisas só têm a importância que lhes damos. Somos nós que temos a capacidade de dar mais ou menos importância às coisas e, por isso, somos livres de viver de acordo com a importância que damos a cada componente das nossas vidas!

Concluindo, “um pouco de mim”, acabou por ficar um pouco filosófico, talvez…

Mas a mensagem que queria deixar é que vale a pena dar um passeio no parque, parar para encher os pulmões de ar e expirar, fazer algo de diferente do habitual, algo que nos faça sentir bem, vale a pena sorrir a alguém que não se conhece, vale a pena ajudar alguém que não espera ser ajudado, vale a pena oferecer um presente fora da época, ou ter um gesto simpático quando não é esperado, enfim, vale a pena ser feliz num momento, num minuto, num segundo, em vez de gastar toda a nossa energia à procura da felicidade. O ontem já passou e amanhã é uma incerteza, por isso só podemos ser felizes hoje e agora, temos que fazer por ser felizes, e proporcionar felicidade (dar e receber) neste preciso momento!

Do you realize??


É uma letra muito poderosa!

O paradoxo das visitas

Estudamos regras de etiqueta, queremos "saber receber", pretendemos receber da melhor forma possível, estudar todas as regras das cerimónas para vermos quais podemos aplicar, queremos agradar às nossas visitas, oferecer-lhes o que temos de melhor, até fazemos cursos sobre "Como receber", andamos em rebuliço porque vamos ter visitas em casa... deixar tudo a brilhar, perceber se está tudo arrumado, se nada está fora do sítio, se o odor da casa é agradável, enfim... uma canseira!

Mas, geralmente, o que acontece, se pensarmos bem, quando sentimos que somos melhor recebidos, é naquelas alturas em que os nossos amigos nos telefonam e convidam para jantar e nos dizem:
- "Eu não vou fazer cerimónia, tu és da casa!"
Era mesmo isso!
Só queria ouvir isso!
Esse é o apogeu para quem visita: "Tu és da casa!"
Haverá alguma coisa melhor, do que ser recebido, em casa de amigos, num dia comum, com os hábitos comuns, sem que praticamente nada se altere, como se fossemos, de facto, parte integrante dos hábitos daquela casa? (tenho que dizer "praticamente nada se altere", porque um apontamentozito de uma sobremesa ou de um copo de vinho partilhado, caem sempre muitissimo bem :-))
Deixo neste papelinho amarelo que gosto de ser recebida por quem me diz e faz: "Não há cerimónia, tu és da casa!" - sabe tão bem...

"A Música"

Hoje comentaram que me identificavam com esta música e eu confesso que fiquei muito contente com esta situação e, por isso, quero colocar num papelinho amarelo para colar num local bem visível :-)


É sempre muito bom saber que há quem me veja "como um raio a rasgar a vida, como uma flor a florir desmedida..."
Obrigada por me verem desta forma :-) Gostei :-)