Gut feeling

Gut feeling,
ou sexto sentido,
ou instinto,
ou intuição,
enfim, seja lá o que for, é algo que não é nada fácil colocar em palavras, mas que todos, em algum momento já sentiram ou sentem:
apesar de todos os nosso sentidos parecerem apontar numa determinada direção, há algo em nós que nos está a dar uma indicação contrária.
Mas como não é nada de muito palpável ou racionalmente explicável, acabamos por desvalorizar e não dar a importância que essa sensação merece!
Mais tarde, apercebemo-nos que, afinal, já sabíamos qual era a direção certa ou a resposta certa, enfim...
 
E que tal prestar mais atenção ao modo de funcionamento deste tal 6.º sentido (ou seja lá o que for)?

E se o estudássemos melhor e aprendêssemos a lidar com ele de modo a orientar melhor esta nossa vidinha?
 
Como dizia/ou diz o outro senhor na rádio: "já agora, valia a pena pensar nisso!"
 
Fica a nota neste papelinho amarelo e obrigada pela inspiração J. :-)

Silly season

Acho que ainda estamos naquela a que, normalmente, chamamos de "silly season".
Quando falei desta expressão, por um momento, pensei:
- É certo que eu acho esta época meia parva - mas a certa altura, questionei-me:
- Por quê esta expressão?
Afinal parece ser mais ou menos consensual que esta é uma época meia parva!
Fui explorar de onde vem esta expressão e parece que vem de terras britânicas, sobretudo da imprensa que, nesta altura do ano, não tem grandes notícias para divulgar e acaba por publicar notícias que, numa outra altura do ano, nunca seriam notícia!
Parece-me que, mesmo por cá, as revistas cor de rosa são mais cor de rosa do que nunca!
Está toda (ou quase toda) a gente no Algarve!
A fazer o quê?
Silly season... mais silly seria difícil!
Dolce far niente...
E sabe tão bem... ahhhh!

E, na minha modesta opinião, também são "muito silly" aqueles comentários do género: Que sorte, de férias! Que vida boa! Etc, etc, etc...
Mas não é toda a gente que, em algum momento da sua vida, dedica o seu tempo ao dolce far niente?
Sendo mais ou menos tempo, sendo melhor ou menos bem aplicado?

Mas, afinal, o que é que sabe melhor na silly season?
Apesar de não estar de férias, beneficiar da silly season.
Como?
Ganhando uma média de uma hora por dia!!
É fabulosa a redução de trânsito que se verifica nesta altura do ano, mesmo contando com aqueles carros matrículas diferentes que não costumam andar por cá noutras alturas do ano!
Os dias passam a ter mais uma hora (que é retirada à soma dos tempos que se gastam no trânsito)!
É absolutamente fabuloso!
Por isso, é que, quando me perguntam:
- Estás de férias?
Eu respondo:
- Não. Mas respondo com um sorriso de quem tem mais uma hora em cada dia para fazer aquilo que me apetecer!


Já vi fazer menos, com mais!

Não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão!

Hoje, mais uma vez, revelou-se verdade esta célebre frase.

Alguém que chega a um ambiente novo, tudo corre mal e, mesmo assim, consegue virar o contexto e, com atitude, dar a volta por cima!

Quando falta sorte, tem que sobrar a atitude - o azar morre de medo de pessoas determinadas!

Aprecio este tipo de atitude e fico muito contente por perceber que ainda podemos descobrir pessoas assim.

É fazer omeletes sem ovos.
É conseguir que corra bem algo, que tinha tudo para correr mal!

Dá esperança! Dá animação! Dá boa disposição! Faz com que valha a pena!

E a verdade é que já vi pessoas, em contextos em que têm todos os recursos e, mesmo assim, fazem pior figura, porque não conseguem ousar ter atitude... ou seja, já vi fazer menos, com mais!

Não há, de facto, uma segunda oportunidade para causar boa impressão, mesmo em contextos adversos!

P.S. Obrigada F. pela sugestão de inspiração para este papelinho amarelo ;-)

Simples call-center? Ou simplesmente boa educação?

Esta semana, uma amiga partilhou comigo uma experiência que eu não resisto a partilhar num papelinho amarelo, na esperança de que esta partilha possa fazer algum bem ao mundo!
Contou-me que recebeu uma daquelas chamadas de um call-center, desta vez, a propósito de seguros.
Cá vai uma tentativa de reprodução do diálogo:

- XPTO, boa tarde, fala R.
- Boa tarde R., fala D. estou a ligar-lhe a pedido da Seguradora ABCD, como está?
- Estou bem, obrigada. E a D. como está?
- Estou bem, obrigada por perguntar.
- Não tem que agradecer.
- Agradeço, sim. Não é nada comum, quando pergunto às pessoas como estão, devolverem a pergunta!
- Não?! Mas parece-me normal. Faz parte da boa educação.
(...)

A pergunta que se coloca é a seguinte: mas será que temos que achar que as chamadas que recebemos de call-centers são um automatismo que só nos cansa, pela repetição e pelo marketing agressivo que por vezes é utilizado? Ou não será preferível pensar que, do outro lado da linha, estão pessoas que estão a fazer o seu trabalho, desempenhando o seu papel da melhor forma que sabem e, que merecem o nosso respeito, consideração, educação e cordialidade?

Fica esta situação para reflexão...

Obrigada pela partilha, R. Com estas partilhas ajudamo-nos a melhorarmo-nos! ;-)

respira, inspira, expira, transpira...

Nervosa?
Respira... Respira fundo... relaxa... respira fundo e relaxa...
Mais calma?
Nada como respirar, respirar bem fundo e relaxar... relaxar... relaxar....
Respirar... inspirar, expirar, inspirar, expirar, inspirar, expirar, ...
Inspiração.
Inspiração?
Procuro inspiração.
Ou não, talvez não seja verdade que procure inspiração.
Na maioria das vezes, não procuro inspiração;
é a própria inspiração que se cruza comigo.
Gosto de encontrar inspiração, principalmente, nas pessoas: descobrir pessoas inspiradoras, perceber que, hoje, aquela pessoa, foi inspiradora.
É tão bom cruzarmo-nos com pessoas inspiradoras nesta vida!
E, sem terem qualquer consciência disso, simplesmente a viver o seu dia normal, aquela pessoa, naquele momento,
deixa escapar uma frase,
deixa escapar um movimento,
deixa escapar um sorriso verdadeiramente inspirador!
E nós?
O que fazemos perante isso?
Absorvemos essa inspiração.
E depois?
Inspiramos, inspiramos, inspiramos, levamos essa mesma inspiração a outros e...
Contagiamos. Talvez seja necessário transpirarmos para podermos contagiar; ou melhor, talvez seja necessário transpirarmos, para conseguirmos inspirar outros.
E por que não o fazer?
Talvez porque é muito melhor inspirar os outros de forma relaxada, enquanto inspiramos, expiramos, inspiramos, expiramos...
Inspirar com a mesma naturalidade com que respiramos... inspira, expira, inspira, expira, ...

Trocadilhos - parte II

Dando continuidade ao tema/trocadilho da fidelidade e da felicidade, porque é um tema que parece que não se esgota, ficam a faltar ainda duas anotações nos papelinhos amarelos:

Ponto 1:
O ideal seria que a fidelidade e a felicidade caminhassem juntas mas se, com o afastamento da fidelidade, há aproximação à felicidade, então mais vale ser realmente feliz do que ficar a lamentar: podia ter sido feliz e não fui! E o peso do afastamento da fidelidade está lá na mesma, é exatamente igual, tem exatamente o mesmo peso! Oh pá, se é para estragar, que seja mesmo - afinal o resultado é igual!
Mas continuo a defender o mesmo princípio, ou seja, que a felicidade e a fidelidade caminhem juntas!

Ponto 2:
Que os casados, namorados, juntos, amancebados, amigados,  em concubinato, ou seja qual for a circunstância em que se esteja com alguém, esses sim, correm riscos de afastamento da fidelidade... Será verdade?
Os solteiríssimos não se afastam da fidelidade pois não devem satisfações a ninguém, nem assumiram qualquer compromisso? Será verdade?
Errado!
Na minha perspetiva é uma conclusão errada porque, mesmo os solteiríssimos, devem manter-se próximos da fidelidade, no que concerne aos seus valores e aos seus princípios basilares! Com esses, continua o compromisso e, por isso, se deve manter a aproximação à fidelidade. Só assim, poderão continuar com a felicidade por perto...
Digo eu! Digo eu e registo no papelinho amarelo!

Trocadilhos...


Nota introdutória: neste papelinho amarelo faço referência à fusão da Império Bonança com a Fidelidade Mundial e à nova marca dos cães vermelhos. Então que passe a publicidade e que se registe apenas a situação digna de registo no papelinho amarelo.


Quando começaram a aparecer na rua, os cartazes da nova seguradora, confesso que não li o que lá estava escrito... apesar de nos cartazes dizer "FIDELIDADE", a minha cabeça assumiu, sem qualquer margem para dúvidas, que os cartazes diziam, em letras vermelhas garrafais "FELICIDADE".
Só, mais tarde, quando tive oportunidade de ver o spot publicitário na televisão e ouvi o homem da locução a falar da nova seguradora me apercebi que estava enganada...
E estava mesmo muito enganada: quando pensava ou me distraía com FELICIDADE, na verdade, o real tema era FIDELIDADE!
Achei este trocadilho muito interessante e curioso para tomar nota num papelinho amarelo: fidelidade e felicidade - qualquer semelhança entre elas parece ser mera coincidência!
Ou não!
Não seria mais giro se não fosse coincidência?
Não seria mais giro se estas palavras caminhassem juntas?
Vamos a votos:
eu voto na felicidade;
mas também voto na fidelidade;
e se votar nas duas em simultâneo?
Será que é um voto nulo?
Cada um saberá de si... mas já estava na altura de pensar sobre o significado dos "votos nulos" e atribuir-lhes a importância devida que merecem! (sobretudo numa época política complicada!)
Enfim, trocadilhos para anotarem em papelinhos amarelos.... E por falar em trocadilhos, também achei este bem catita de tão simples!