"Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos?"

"O que é que se passa com a amizade?
Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos?
Tudo serve de desculpa.
O trabalho, a família, o sono, o sofá.
Habituámo-nos a adiar encontros cada vez com menos caracteres.
Conversamos com ecrãs.
Rimo-nos com as teclas e fazemos "likes" para enganar a saudade.
Mas entre um "não posso" e outro os grandes amigos vão-se tornando estranhos.
O que é estranho.
As grandes amizades não pedem muito.
Mas pedem manutenção.
Pedem olhares, silêncios, sintonia.
Piadas que mais ninguém percebe.
Pedem tempo.
Mesmo que pareça pouco.
Vai sempre parecer.
Não precisamos de mil amigos, precisamos de bons amigos.
Muito mais do que imaginamos.
Vá lá... liga-lhes e fura-lhes a agenda.
Arranca-os da rotina.
Das desculpas, seja a que horas for.
Se estiveres de pijama veste umas calças por cima.
Marquem encontro no sítio do costume e façam o que sempre fizeram. Nada!
Tenham conversas que não levam a lado nenhum.
Contem as mesmas histórias de sempre mas estejam juntos.
Está na altura de pousarmos o telefone e levantarmos o copo.
Se não puderes hoje, vai amanhã.
Mas vai mesmo.
Se a vida conspira contra a amizade, conspiremos juntos para a defender.
Leva a Amizade a sério!"
(Super Bock)

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje...

Ontem não fui cumprimentar uma das pessoas que mais admiro...
Porquê?
Porquê? É a pergunta que faço hoje...
Tento desculpar-me a mim mesma, dizendo para mim: ele é uma pessoa muito ocupada; tem o tempo muito limitado; ias estar a interromper apenas para cumprimentar? Ele não teria outras coisas a fazer ou outras pessoas que quereriam "beber da sabedoria" daquele grande homem e eu ia estar a roubar-lhe uns minutos apenas para o cumprimentar?
Hoje a frase: "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" faz muito mais sentido... e repito: "não deixes para amanhã, o que podes fazer hoje!"
Uma das pessoas que mais admiro deixou este mundo... e a minha pergunta é:
Porque é que os bons vão embora assim?
O Dr. António Martins, será sempre, para mim, uma referência e um modelo a seguir. Se há pessoas por quem tenho profunda admiração, este homem é, sem dúvida, uma referência. Muito obrigada por tudo! Muito obrigada mesmo!

2014... 2015... Resoluções de Ano Novo

A viragem do ano parece ser a altura de todas as resoluções!
As redes sociais praticamente nos obrigam a fazer um resumo do ano, reunindo tudo aquilo que de bom e de menos bom aconteceu, colocando tudo na balança para ponderar e avaliar.

"Entra com o pé direito!
Entra com os dois pés, para não te desequilibrares!
Entra de cabeça, para que seja um ano bom!
Ai, no ano novo, temos que jantar alguma coisa que focinhe para a frente!
Bom Ano Novo! Que seja pelo menos tão bom como o anterior!"

E são estas algumas das frases que ouvimos nesta altura, algumas ditas de uma forma tão automática como aqueles votos de "Feliz Natal" que, quando cumprimentei algumas pessoas no dia 26, ainda desejavam Feliz Natal (estariam já a pensar no Natal do próximo ano ou ainda não teriam desligado o botão automático?)

O facto é que esta é uma altura para as famílias se reunirem, ou os amigos se juntarem para brindar, para se tratarem bem, para desejarem coisas boas uns aos outros (ou seja, a pior altura do ano para companhias aéreas fazerem greve, como é óbvio!)...

E é tão bom que, pelo menos uma vez por ano, as pessoas parem, olhem para o outro e desejem coisas boas! Acompanhando com um brinde, acompanhando com um abraço (a maior demonstração de carinho que conheço).

Eu não sou diferente e, o meu brinde este ano é dedicado a todos os que convivem comigo ou cujo caminho se cruzou com o meu em algum momento. E o meu desejo para este momento é colher sorrisos, quero muitos e muitas vezes! Li algures que amanhã se escreve a primeira página de um livro com 365 páginas que ainda estão em branco, por isso, que cada uma dessas páginas seja carregada de sorrisos, daqueles que vêm do coração cheios de espontaneidade!

Os votos que faço são de que haja muitos exageros nas alegrias e uma dieta bem apertada nas más disposições, más educações e más recordações! Que cada momento seja um motivo para festejar e que cada um dos que nos rodeiam nos possa trazer algo de novo para continuarmos o nosso crescimento pessoal. Que o mundo de cada um possa tornar mais rico o mundo do outro!

Não vale a pena esperar pela sexta-feira, pelo Verão, ou até pelo Ano Novo para ser feliz...

Haja alegria e boa disposição! Façam o favor de serem felizes! Muito obrigada.


Sugestão de leitura:
http://visao.sapo.pt/como-ser-mais-feliz-em-2015=f805109?utm_content=2014-12-23&utm_campaign=newsletter&utm_source=newsletter&utm_medium=mail

13 de Agosto: O direito de ter o lado esquerdo mais forte!

"Tem dois pés esquerdos!" - é o que dizem quando encontram alguém que acham ser mau dançarino!

"Tem duas mãos esquerdas!" - dizem quando uma pessoa é desajeitada, desastrada ou trapalhona!

Ao longo de muitos anos, as pessoas que usavam predominantemente a mão esquerda eram associadas a influências satânicas ou alvo de bruxarias, feitiçarias... Aliás, nas referências bíblicas, os abençoados, estão sempre sentados à direita e nunca à esquerda do Senhor.

Tenta abrir uma lata com um abre latas manual, usando a mão esquerda;
Tenta usar uma faca de serrilha, usando a mão esquerda;
Tenta segurar num copo de medição com a mão esquerda, para veres a medida.

Já reparaste que os dispensadores de papel higiénico estão quase sempre do lado direito?
O controlador de velocidades nos carros é do lado direito?
Os teclados de computador estão desenhados para direitos; o rato é parametrizado para direitos (e o Bill Gates é canhoto!)

Canhoto, canhota, que nome estranho que foi escolhido...

Quando um canhoto escreve à mão, tem que ter o cuidado de levantar a mão para não borratar tudo aquilo que está a escrever!

As salas de aula/formação podem ser verdadeiramente irritantes porque aquelas cadeiras com apoio para escrever estão sempre preparadas para destros e os canhotos têm que se contorcer todos para conseguirem usar aquele apoio!

E outra dificuldade: a faca do peixe, ninguém pensa nisso?

Mas não se pense que os canhotos sofrem num mundo pensado para destros, porque canhoto é o nome que se dá àquelas pessoas que têm o hemisfério direito do cérebro predominante e, por isso, são genericamente, mais criativas, mais rápidas a conduzir ou a fazer desporto (dizem alguns estudos, certamente realizados por canhotos!)

De qualquer modo, não deixa de ser engraçado haver um dia para pensar nos canhotos que acabam por se habituar a um mundo ao contrário.

A título de curiosidade, partilho os nomes de pessoas que admiro e que são canhotas:

- Alexandre, o Grande: supõe-se que um dos maiores generais da História, que foi rei da Macedónia em 356 antes de Cristo e estendeu seu império até a Índia, usava com maior habilidade a mão esquerda - para estender um império desta dimensão, só com uma mão esquerda forte!

- Albert Einstein: físico alemão que elaborou a Teoria da Relatividade - tudo na vida é relativo, não é verdade? Teve que ser um canhoto a chegar a essa conclusão?

Ayrton Senna: tricampeão mundial brasileiro de Fórmula 1 - o maior e melhor era canhoto...

- Bill Gates: dono da maior empresa de informática do planeta, a Microsoft, e um dos homens mais ricos do mundo - dizem que os canhotos são mais inteligentes, este parece comprovar isso...

Fidel Castro: líder revolucionário e estadista cubano - lá revolucionários são eles!

Kurt Cobain: ídolo de toda uma geração, comandou a banda americana Nirvana nos anos 90 - não me lembro de um ídolo musical como este, tinha que ser canhoto! Ah, os Beatles, pois... também tinham o Paul McCartney (baixista), também ele canhoto!

- Leonardo DaVinci: o génio italiano usava com desenvoltura tanto a mão esquerda quando a direita, mas ficou famoso por escrever "ao contrário", da direita para a esquerda, para que seus escritos só pudessem ser lidos reflectidos no espelho, um génio repito

- Ludwig Van Beethoven: compositor de obras famosas como a Nona Sinfonia, também conhecida como Hino da Alegria! Uma música internacionalmente conhecida e reconhecida como Hino da Alegria, só poderia ter sido composta por um canhoto!

Mahatma Gandhi: líder nacionalista indiano - os canhotos também têm a sua inspiração espiritual num canhoto...

- Napoleão Bonaparte: imperador francês - demonstração de inteligência na estratégia, também ele canhoto

- Angelina Jolie - até pode não lhe ser reconhecido grande mérito, depende dos gostos... cá para mim, agarrou o Pitt! Mas falando a sério: as causas solidárias que envolvem a adopção de crianças como exemplo valem muito!

- Julia Roberts - pode ser por ser canhota que esta atriz me traz tanta empatia (já perdi a conta ao número de vezes que vi o Pretty Woman e o Nothing Hill)

- Pelé: o Atleta do Século chutava com a direita, mas escreve com a esquerda - uma pitadinha de futebol, para alargar o público alvo deste post :-)

- Osama Bin Laden:  se o dono do mundo é o Presidente dos EUA, o actual presidente, assina os acordos que faz, colocando a caneta na sua mão esquerda... 

Somos CANHOTOS, adaptamo-nos e lideramos o Mundo!

Alimenta o bom hábito

Sorri mais perante o menos!



Estava tão enganada... há coincidências que dão muito que pensar!

Tenho acreditado que a vida faz mais sentido se procurarmos o equilíbrio... Como acredito na lei das compensações (quando algo de mau acontece, algo de bom está para acontecer), parece-me que a natureza e a vida tendem a equilibrar-se.. Quando isso não acontece, por si só, é nossa missão procurar esse equilíbrio. Tenho acreditado nisto, muito embora este pensamento, talvez estivesse apenas no meu inconsciente (na parte submersa do iceberg).
Esta semana, em conversa, tive oportunidade de verbalizar esta teoria, fazendo um paralelismo com aquela regra que diz que devemos dividir em 3 as 24 horas do dia, sendo 8 horas para trabalhar, 8 horas para lazer e 8 horas para descansar. Ou seja, a procura do equilíbrio na nossa vida, passaria por procurar afectar este tempo a cada um dos contextos da nossa vida, o descanso, o lazer e o trabalho.
Qual não é o meu espanto, quando, no mesmo dia em que tive esta conversa, mas um pouco mais tarde, foi publicada a edição online da Harvard Business Review com esta capa:


Ou seja, na dicotomia "trabalho" e "vida", o que há a fazer é esquecer o equilíbrio, o que é mesmo necessário é fazer escolhas!
Há coincidências que fazem pensar... (o elefante em cima da bola não me sai da cabeça desde que foi anunciado o novo número da Harvard Business Review!)




Viva a Amizade!


"O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem.
É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar.
O tempo não passa pela amizade.
Mas a amizade passa pelo tempo.
É preciso segurá-la enquanto ela há.
Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida."
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público'



Encontre o Mandela que há em si!

 

Não basta lamentar a morte de Nelson Mandela, há que aprender a ser como Nelson Mandela: ele era um líder incontestável; ele transmitia mensagens de otimismo e de esperança; ele defendeu a participação de todos; ele assegurou a diversidade; ele não quis apenas mudar as leis, mas sobretudo os comportamentos. As pessoas elevaram as suas aspirações, porque Mandela as encorajou! Ele entendeu o poder do perdão: apesar de ter passado 27 anos na prisão, surgiu com um senso de justiça intacto e sem qualquer amargura. Ele manteve a sua fé nas pessoas; Ele não se agarrou ao poder, ele motivou as pessoas a acreditar que uma organização é maior do que qualquer pessoa. Imaginemos agora um Mandela em cada local onde existe algum tipo de conflito... Haveria mais colaboração, mais verdade, mais reconciliação, mais foco em objetivos comuns em vez de discórdia. Este seria um presente para o Mundo: a melhor maneira de lamentar a morte de Mandela é iniciar um movimento de transformação do mundo e, sobretudo, de nós mesmos... 

Civismo

Por incrível que pareça, ainda me surpreende a ligeireza com que alguns condutores ou condutoras abandonam as suas viaturas.
Embora, mantendo o cuidado de deixar os quatro piscas ligados!
Ficam as viaturas abandonadas em qualquer local, preferencialmente, o mais próximo possível do local onde precisam de ir.
E, se houvesse uma rampinha de acesso que permitisse levar a viatura para dentro dos edifícios para funcionar tipo MacDrive, isso então é que era!
Apesar de ser uma situação muito vista, esta situação dos carros deixados de qualquer maneira e sem qualquer preocupação com o constrangimento que essa atitude possa causar a outros, continuo a surpreender-me!
É incrível a falta de civismo, é mesmo incrível!
E, incrivelmente, surpreendente!

Custa tanto ser sincero, quando se é inteligente! É como ser honesto quando se é ambicioso (Fernando Pessoa)


De facto, é difícil ser diferente... Principalmente, ser diferente para o lado certo!

Frase de Fernando Pessoa: "Custa tanto ser sincero, quando se é inteligente! É como ser honesto quando se é ambicioso" anotada num papelinho amarelo para ser comentada: "De facto, é difícil ser diferente... Principalmente, ser diferente para o lado certo!"

É tão fácil agradar...

Este fim de semana, em conversa com uma amiga, estava a confessar-lhe que andava com uma música na cabeça... pela sonoridade, volta e meia, lá vinha a música!
E chama-se "City of Dreams", por isso, até achei giro andar com a "Cidade dos Sonhos" na cabeça!
(Aproveito para referir que a frase "I still miss you" que é repetida umas quantas vezes, pode ser dedicada às muitas pessoas que, efectivamente, fazem falta na minha vida!)
E a música não sai dali: é a cidade dos sonhos e sinto a tua falta, lá lá lá, lá lá lá.... pronto, é estúpido, é só isto, não sai daqui, parece uma palermice, mas a verdade é que fica na cabeça!!!
E pronto, com esta conversa com a amiga, comentei: Giro era ouvir a música no ginásio quando estivéssemos a pedalar, não era? E ela concordou: Isso é que era!
E eu, nem hesitei, logo disse: Vou fazer um pedido (não custa tentar!).
E lá fui, cheia de lata fazer o pedido... enviei o vídeo do youtube e pedi:
"(...) Aceitas "discos pedidos" para a nossa aula de amanhã? gostava tanto de pedalar ao som desta..."
E lá veio a resposta:
"(...) claro k aceito... pra amanha é k é mto em cima... mas vou arranjar a musica e pra semana levo sem falta pode ser?
E... apesar da surpresa da resposta, que veio poucos minutos depois da pergunta, confesso que fiquei um pouco desiludida! Pois, para amanhã é um bocado em cima, pois, ainda tem que "arranjar a música", pois, ainda vou ter que esperar uma semana, pois, ainda corro o risco de, numa semana, me cansar da música e, nessa altura, é que ela vem... pronto, já vi que não vai ter a mesma graça! Enfim, não se pode ter tudo o que se quer... não nos podem fazer as vontadinhas todas. Pois, lá está!
Mas, de repente, deu-me aquela teimosia que às vezes me dá, e decidi "atirar o barro à parede": enviei o ficheiro mp3... 
E pronto, pensei: acho que fiz o que estava ao meu alcance! vamos ver...
Hoje lá estava! Prontinha para ver!
E não é que, no final de todas as outras:
A música tocou?!
E com dedicatória!
É certo que a parte do protagonismo, podia ter sido evitada... podia ter passado a música de forma discreta e eu ficaria igualmente feliz, mas a verdade é que só me deu para pensar:
Com tão pouco se agrada!
(não sei que esforço foi necessário fazer para a música tocar na aula, e não quero, de todo, menosprezar o esforço)...
Mas é tão fácil agradar.
Por que não, fazê-lo mais vezes?
Bastam pequenos gestos... é tão fácil!

Obrigada F.B., por me incentivares!
Obrigada C.C., por agradares com tão pouco (é ser diferente!)
Aproveito ainda para agradecer ao P.M. porque há meses ia fazer algo do mesmo género, mas eu acabei por não dar oportunidade... Não faltarão oportunidades!


Human...

We're all gonna die,
We don't get much to say over how or when...
But we do get to decide how we are gonna live,
So do it!
Decide:
is this the life you wanna live?
is this the person you wanna love?
is this the best you can be?
Can you be stronger?
Kinder?
More compassionate?
Decide.
Breathe in
Breathe out
and decide...


Grey's Anatomy, T10 EP1

Gut feeling

Gut feeling,
ou sexto sentido,
ou instinto,
ou intuição,
enfim, seja lá o que for, é algo que não é nada fácil colocar em palavras, mas que todos, em algum momento já sentiram ou sentem:
apesar de todos os nosso sentidos parecerem apontar numa determinada direção, há algo em nós que nos está a dar uma indicação contrária.
Mas como não é nada de muito palpável ou racionalmente explicável, acabamos por desvalorizar e não dar a importância que essa sensação merece!
Mais tarde, apercebemo-nos que, afinal, já sabíamos qual era a direção certa ou a resposta certa, enfim...
 
E que tal prestar mais atenção ao modo de funcionamento deste tal 6.º sentido (ou seja lá o que for)?

E se o estudássemos melhor e aprendêssemos a lidar com ele de modo a orientar melhor esta nossa vidinha?
 
Como dizia/ou diz o outro senhor na rádio: "já agora, valia a pena pensar nisso!"
 
Fica a nota neste papelinho amarelo e obrigada pela inspiração J. :-)

Silly season

Acho que ainda estamos naquela a que, normalmente, chamamos de "silly season".
Quando falei desta expressão, por um momento, pensei:
- É certo que eu acho esta época meia parva - mas a certa altura, questionei-me:
- Por quê esta expressão?
Afinal parece ser mais ou menos consensual que esta é uma época meia parva!
Fui explorar de onde vem esta expressão e parece que vem de terras britânicas, sobretudo da imprensa que, nesta altura do ano, não tem grandes notícias para divulgar e acaba por publicar notícias que, numa outra altura do ano, nunca seriam notícia!
Parece-me que, mesmo por cá, as revistas cor de rosa são mais cor de rosa do que nunca!
Está toda (ou quase toda) a gente no Algarve!
A fazer o quê?
Silly season... mais silly seria difícil!
Dolce far niente...
E sabe tão bem... ahhhh!

E, na minha modesta opinião, também são "muito silly" aqueles comentários do género: Que sorte, de férias! Que vida boa! Etc, etc, etc...
Mas não é toda a gente que, em algum momento da sua vida, dedica o seu tempo ao dolce far niente?
Sendo mais ou menos tempo, sendo melhor ou menos bem aplicado?

Mas, afinal, o que é que sabe melhor na silly season?
Apesar de não estar de férias, beneficiar da silly season.
Como?
Ganhando uma média de uma hora por dia!!
É fabulosa a redução de trânsito que se verifica nesta altura do ano, mesmo contando com aqueles carros matrículas diferentes que não costumam andar por cá noutras alturas do ano!
Os dias passam a ter mais uma hora (que é retirada à soma dos tempos que se gastam no trânsito)!
É absolutamente fabuloso!
Por isso, é que, quando me perguntam:
- Estás de férias?
Eu respondo:
- Não. Mas respondo com um sorriso de quem tem mais uma hora em cada dia para fazer aquilo que me apetecer!


Já vi fazer menos, com mais!

Não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão!

Hoje, mais uma vez, revelou-se verdade esta célebre frase.

Alguém que chega a um ambiente novo, tudo corre mal e, mesmo assim, consegue virar o contexto e, com atitude, dar a volta por cima!

Quando falta sorte, tem que sobrar a atitude - o azar morre de medo de pessoas determinadas!

Aprecio este tipo de atitude e fico muito contente por perceber que ainda podemos descobrir pessoas assim.

É fazer omeletes sem ovos.
É conseguir que corra bem algo, que tinha tudo para correr mal!

Dá esperança! Dá animação! Dá boa disposição! Faz com que valha a pena!

E a verdade é que já vi pessoas, em contextos em que têm todos os recursos e, mesmo assim, fazem pior figura, porque não conseguem ousar ter atitude... ou seja, já vi fazer menos, com mais!

Não há, de facto, uma segunda oportunidade para causar boa impressão, mesmo em contextos adversos!

P.S. Obrigada F. pela sugestão de inspiração para este papelinho amarelo ;-)

Simples call-center? Ou simplesmente boa educação?

Esta semana, uma amiga partilhou comigo uma experiência que eu não resisto a partilhar num papelinho amarelo, na esperança de que esta partilha possa fazer algum bem ao mundo!
Contou-me que recebeu uma daquelas chamadas de um call-center, desta vez, a propósito de seguros.
Cá vai uma tentativa de reprodução do diálogo:

- XPTO, boa tarde, fala R.
- Boa tarde R., fala D. estou a ligar-lhe a pedido da Seguradora ABCD, como está?
- Estou bem, obrigada. E a D. como está?
- Estou bem, obrigada por perguntar.
- Não tem que agradecer.
- Agradeço, sim. Não é nada comum, quando pergunto às pessoas como estão, devolverem a pergunta!
- Não?! Mas parece-me normal. Faz parte da boa educação.
(...)

A pergunta que se coloca é a seguinte: mas será que temos que achar que as chamadas que recebemos de call-centers são um automatismo que só nos cansa, pela repetição e pelo marketing agressivo que por vezes é utilizado? Ou não será preferível pensar que, do outro lado da linha, estão pessoas que estão a fazer o seu trabalho, desempenhando o seu papel da melhor forma que sabem e, que merecem o nosso respeito, consideração, educação e cordialidade?

Fica esta situação para reflexão...

Obrigada pela partilha, R. Com estas partilhas ajudamo-nos a melhorarmo-nos! ;-)

respira, inspira, expira, transpira...

Nervosa?
Respira... Respira fundo... relaxa... respira fundo e relaxa...
Mais calma?
Nada como respirar, respirar bem fundo e relaxar... relaxar... relaxar....
Respirar... inspirar, expirar, inspirar, expirar, inspirar, expirar, ...
Inspiração.
Inspiração?
Procuro inspiração.
Ou não, talvez não seja verdade que procure inspiração.
Na maioria das vezes, não procuro inspiração;
é a própria inspiração que se cruza comigo.
Gosto de encontrar inspiração, principalmente, nas pessoas: descobrir pessoas inspiradoras, perceber que, hoje, aquela pessoa, foi inspiradora.
É tão bom cruzarmo-nos com pessoas inspiradoras nesta vida!
E, sem terem qualquer consciência disso, simplesmente a viver o seu dia normal, aquela pessoa, naquele momento,
deixa escapar uma frase,
deixa escapar um movimento,
deixa escapar um sorriso verdadeiramente inspirador!
E nós?
O que fazemos perante isso?
Absorvemos essa inspiração.
E depois?
Inspiramos, inspiramos, inspiramos, levamos essa mesma inspiração a outros e...
Contagiamos. Talvez seja necessário transpirarmos para podermos contagiar; ou melhor, talvez seja necessário transpirarmos, para conseguirmos inspirar outros.
E por que não o fazer?
Talvez porque é muito melhor inspirar os outros de forma relaxada, enquanto inspiramos, expiramos, inspiramos, expiramos...
Inspirar com a mesma naturalidade com que respiramos... inspira, expira, inspira, expira, ...

Trocadilhos - parte II

Dando continuidade ao tema/trocadilho da fidelidade e da felicidade, porque é um tema que parece que não se esgota, ficam a faltar ainda duas anotações nos papelinhos amarelos:

Ponto 1:
O ideal seria que a fidelidade e a felicidade caminhassem juntas mas se, com o afastamento da fidelidade, há aproximação à felicidade, então mais vale ser realmente feliz do que ficar a lamentar: podia ter sido feliz e não fui! E o peso do afastamento da fidelidade está lá na mesma, é exatamente igual, tem exatamente o mesmo peso! Oh pá, se é para estragar, que seja mesmo - afinal o resultado é igual!
Mas continuo a defender o mesmo princípio, ou seja, que a felicidade e a fidelidade caminhem juntas!

Ponto 2:
Que os casados, namorados, juntos, amancebados, amigados,  em concubinato, ou seja qual for a circunstância em que se esteja com alguém, esses sim, correm riscos de afastamento da fidelidade... Será verdade?
Os solteiríssimos não se afastam da fidelidade pois não devem satisfações a ninguém, nem assumiram qualquer compromisso? Será verdade?
Errado!
Na minha perspetiva é uma conclusão errada porque, mesmo os solteiríssimos, devem manter-se próximos da fidelidade, no que concerne aos seus valores e aos seus princípios basilares! Com esses, continua o compromisso e, por isso, se deve manter a aproximação à fidelidade. Só assim, poderão continuar com a felicidade por perto...
Digo eu! Digo eu e registo no papelinho amarelo!

Trocadilhos...


Nota introdutória: neste papelinho amarelo faço referência à fusão da Império Bonança com a Fidelidade Mundial e à nova marca dos cães vermelhos. Então que passe a publicidade e que se registe apenas a situação digna de registo no papelinho amarelo.


Quando começaram a aparecer na rua, os cartazes da nova seguradora, confesso que não li o que lá estava escrito... apesar de nos cartazes dizer "FIDELIDADE", a minha cabeça assumiu, sem qualquer margem para dúvidas, que os cartazes diziam, em letras vermelhas garrafais "FELICIDADE".
Só, mais tarde, quando tive oportunidade de ver o spot publicitário na televisão e ouvi o homem da locução a falar da nova seguradora me apercebi que estava enganada...
E estava mesmo muito enganada: quando pensava ou me distraía com FELICIDADE, na verdade, o real tema era FIDELIDADE!
Achei este trocadilho muito interessante e curioso para tomar nota num papelinho amarelo: fidelidade e felicidade - qualquer semelhança entre elas parece ser mera coincidência!
Ou não!
Não seria mais giro se não fosse coincidência?
Não seria mais giro se estas palavras caminhassem juntas?
Vamos a votos:
eu voto na felicidade;
mas também voto na fidelidade;
e se votar nas duas em simultâneo?
Será que é um voto nulo?
Cada um saberá de si... mas já estava na altura de pensar sobre o significado dos "votos nulos" e atribuir-lhes a importância devida que merecem! (sobretudo numa época política complicada!)
Enfim, trocadilhos para anotarem em papelinhos amarelos.... E por falar em trocadilhos, também achei este bem catita de tão simples!

Alive

O quê?
Eu?
Ir a um festival?
Naaaaa... já passou essa fase...
O quê?
Acampar porque é esse o espírito? Oh pá, para tudo, há idades!
Naaaaa... quando muito, até vou ao festival, mas fico lá num hotel ou numa pensão qualquer, vou lá agora acampar! Até já estou a imaginar aqueles bichos que aparecem no campismo e aquele barulhão do pessoal a falar alto, e ainda a tenda quente, quente, que não se consegue estar lá dentro, nem descansar, nem nada!
Ai! Ai! Ai!
É demasiado violento, pá!

Isto foi o "antes"....

Mas veio o "depois"...


ALIVE!

É essa a sensação: missão cumprida!
Primeiro o receio, depois o desafio, depois a FESTA!!!!, e a semana seguinte, top!
"Estás tão bem disposta?!" "Aconteceu-te alguma coisa, não?." "Ainda não contaste tudo!" " Ai que inveja!"
Não meus caros, o facto é que passar do "antes" para o "depois" faz sentir que:
- afinal não é tarde;
- afinal estamos sempre a tempo;
- afinal não havia razão para receio;
- afinal foi diferente
- foi sair da caixa
- foi ser irreverente: não? por que não?
- foi rejuvenescer! E muito!
- e sentir... ALIVE! so alive!

Só me lembro desta música, que não passou por lá, mas que ficou na cabeça tal como tantas outras que passaram por lá...



Porque é que temos receio de situações que depois de realizadas nos dão tanta satisfação? É uma situação a registar... num papelinho amarelo.